Nesse quadro de desafios, a procura pelos fundos financeiros continua a ser o grande catalisador ara os pequenos investidores, pois o mercado de crédito está mais aberto aos grandes investidores, sem contudo deixar de atender aos particulares, embora estes em alguns casos se sintam retraídos e com eles os investimentos familiares.
É certo que o crédito desempenha um papel fundamental na geração de investimento e de poupança das famílias, pois são os empréstimos que caracterizam o crescimento e o desenvolvimento das economias modernas e saudáveis.
As políticas macroprudenciais que até então o Banco Nacional de Angola (BNA) tem vindo a implementar com o objectivo de melhorar a liquidez no sistema monetário e financeiro nacional, têm sido aplaudidas pelos operadores económicos, concessionárias de viaturas, grandes importadores, comerciantes e outros actores da sociedade, mas precisa de maior eficácia dos intermediários financeiros que nem sempre respondem aos estímulos da economia.
É facto que a actual situação cambial nacional e mundial, não tem permitido à banca realizar algumas operações, como a concessão de crédito a particulares, pois os recursos disponíveis não têm sido suficientes para atender as solicitações dos clientes. E em função disso, a banca vai conhecendo várias dificuldades até de não poder satisfazer as suas obrigaçõpes cambiais.
O volume de divisas que o BNA tem vindo a injectar no sistema monetário ajuda de forma razoável a realização das operações com o exterior. Por isso, já é notável, nos últimos meses, a reabertura de vários armazéns grossistas, que até pouco tempo se encontravam encerrados por falta de mercadorias.
Segundo as projecções, o mercado monetário e financeiro poderá conhecer melhorias nos próximos tempos, fruto da dinâmica da política fiscal e orçamental do Ministério das Finanças e dos programas de estímulo à economia do Ministério da Economia.
Assim, as famílias que até pouco tempo procuravam sobreviver com recurso aos produtos agrícolas voltaram a direccionar os seus negócios aos bens importados e de produção nacional.
Produtos feitos no mercado nacional e a preços apetecíveis, como geleira, fogão, mesas, armários e outros electrodomésticos, já são encontrados em abundância no mercado. Em vista disso, as famílias têm vindo a ganhar um certo poder aquisito de bens de consumo corrente e as despesas têm ganhado peso à medida que o mercado segue ao ajustamento.
Neste momento, a escolha na alocação dos recursos disponíveis tem tido grandes implicações no consumo das famílias em que torna-se difícil definir prioridade para o consumo imediato.