O preço do petróleo já está a subir. De semana em semana, a notícia é a de que voltamos a patamares próximos a níveis anteriores de 2015. O que o Executivo e quiçá a população está avisada é que já não vão entrar em euforias.
O tempo de arregaçar as mangas e mãos à obra é palavra de ordem. O país tem de produzir ainda que ande-se ao reboque do petróleo, este não será, de jeito nenhum, o único meio de trazer capitais externos à economia.
O Presidente João Lourenço tem sabido capitanear a equipa. Com poucas palavras e mais com exemplos, o “capitão” da nau da governação não larga o leme. Posicinou-se na popa e ainda assim não perde de vista a proa.
Não se dá espaços para ventos contrários. Todos têm a missão de remar pela mesma direcção. Com maré alta ou baixa, o barco da governação não afunda nem atraca em falsos portos. E o ecente cartão vermelho a “Air Conection Express” é sinal de aviso a toda navegação.
O Governo não se entrega à veleidades, e mais do que isso, a tourneé mais recente do bravo “capitão” mostrou a equipa sobre o jogo do fair play com os parceiros.
A atracção de investimento passa por uma mensagem política que inspira confiança e nada melhor do que com exemplos. A falar inglês, nos anglófonos da Commonwealth, francês junto dos francófonos, em português na lusofonia ou mesmo em mandarim com os asiáticos, Angola cria ambiente de negócios capaz de trazer investidores.
E como assim é, e no princípio de jogar limpo à imagem do capitão, na quarta-feira à noite, o ministro da Administração do Território e Reforma do Estado, Adão de Almeida, talvez por ser o mais jovem não se sabe, nem se inibiu e diante de uma tela respondeu ao vivo as perguintas de vários internautas sobre o pacote legislativo autárquico, que foi submetido à consulta pública.
Nesse exercíco de sonho em que uns conseguiram colocar perguntas e ver e ouvir as respostas em tempo real, os outros que tentaram mas sem sucesso não se podem fristrar, porque o mais importante foi o pontapé de partida. A internet veio, ela mesma, mudar a nossa vida, como o comboio o fez na geração do século XVIII.
Está claro que o rápido desenvolvimento socioeconómico passa por políticas públicas eficazes, que concorram para o bem-estar das comunidades. E é imbuído no espírito de um progresso harmonioso da sociedade, que o Governo angolano tem estado, nos últimos tempos, a apostar no processo da reforma do Estado. Adão de Almeida mostrou que está atento às lições do capitão e não deixou o fio à meada.
Ficou mais uma vez mais um claro sinal de que o sucesso que se quer para o país está com os pés assentes no chão, numa altura em que se está a viver uma situação macroeconómica ainda menos boa, devido a queda do preço do petróleo no mercado internacional, que pelos “deuses” ou por que força sabe-se la qual, neste momento, há uma clara retoma da alta do preço. Com o boom do preço do crude, as nossas finanças ficam mais folgadas!