É comum dizer-se que o nível de desenvolvimento e crescimento de um país pode ser medido pela quantidade e qualidade das suas infra-estruturas. Estradas, caminhos-de-ferro, rede viária, infra-estruturas sociais entre outras são de facto um barómetro para aferir quão desenvolvido é um determinado país.
Em Angola, uma das grandes apostas do executivo reside exactamente na construção e melhoramento das aludidas infra-estruturas. O plano de desenvolvimento do sector da construção faz prova dessa intenção e vontade. Tanto é assim que nos últimos anos o país viu ser executado todo um conjunto de obras que vieram conferir maior dignidade e conforto aos angolanos das mais variadas províncias. Escolas, hospitais, estradas, pontes, barragens, estações e linhas ferroviárias, terminais aeronáuticos, são entre outras algumas das realizações conseguidas. O caminho é longo e muitas outras acções serão com certeza levadas a cabo pelo executivo angolano com a prestimosa participação do sector empresarial privado.
A crise económica que o país vive provocada pela queda abrupta do preço do petróleo nos mercados mundiais, reduziu a capacidade de investimento do governo. vários projectos sofreram paralisação fruto dessa redução da capacidade. Entretanto esforços estão a ser envidados no sentido de rapidamente se inverter o quadro e dar seguimento aos projectos que visam a melhoria das condições de habitabilidade, locomoção e conforto dos cidadãos.
Entretanto o país registou com desagrado actos de desonestidade praticados por parceiros seleccionados para a execução de determinadas obras, consubstanciados na não observância dos requisitos e condições pré-estabelecidas em relação à qualidade e durabilidade dos projectos executados. Atento ao facto e ciente da necessidade de se inverter o quadro, conferindo dessa forma maior credibilidade e confiabilidade aos organismos decisores, o pelouro do sector da construção adoptou uma série de medidas que vão permitir uma fiscalização e acompanhamento mais próximo e eficaz aos executores das empreitadas a executar. A população é chamada a denunciar práticas susceptíveis de serem vistas como inaptas e de ferir normas e procedimentos.
Na forte intenção de exercer uma governação de proximidade, o executivo vai realizar de forma regular encontros que contarão com a participação de agentes da sociedade civil, empreiteiros, engenheiros, especialistas, entre outros, para em conjunto diagnosticar o sector, encontrar caminhos e definir acções que atendam o bem comum.
Outra grande preocupação diz respeito aos materiais de construção. O empresariado é chamado a investir no sector, com a instalação de indústrias voltadas à fabricação de materiais que sirvam a construção civil e obras públicas. Cerâmicas, cimenteiras, siderurgias, carpintarias entre outras, são indústrias necessárias e importantes que concorrerão para a redução dos custos de construção e estímulo aos investidores imobiliários, importantes factores para o grande salto que se pretende no sector.