O programa de Governo do partido no poder 2017-2022 alicerçado ao lema “melhorar o que está bem e corrigir o que está mal” tem como missão promover o desenvolvimento sustentável e diversificado, com a inclusão económica e social, assim como a redução das desigualdades.
Há um conjunto de medidas de política baseadas na estabilidade macroeconómica e sustentabilidade das finanças públicas, além de tantos outros, como sendo o reforço da diversificação da produção nacional em bases competitivas, assim como criar condições infra-estruturais e transversais adequadas ao desenvolvimento de uma estrutura produtiva diversificada.
É que de 2009 a 2016, o crescimento médio anual do sector petrolífero foi negativo a apresentar -0,96 por cento, apesar do crescimento médio anual da economia ter-se fixado no seu todo a 3,7 por cento. Justifica-se que tal só foi possível porque o sector não petrolífero contrabalançou a quebra do sector petrolífero com uma média de crescimento médio anual de aproximadamente 6,2 por cento, com destaque para os sectores da agricultura (11), indústria (8), construção (11,9) e energia (14,3).
Outro desafio é proteger os jovens e promover a sua inclusão na vida económica e social, assim como os grupos mais vulneráveis da população e sua reintegração social e produtiva, bem como reduzir as assimetrias sociais e erradicação da fome. Entretanto, as performances só serão sustentáveis caso haja uma maior reforma do Estado, a boa governação e o combate à corrupção, ao qual impõe-se a necessidade de integrar a administração pública, do procedimento administrativo, do direito e da justiça. Há uma definição clarividente sobre o modelo apresentado de boa governação, que se traduz num reforço da capacidade, qualidade, eficácia e eficiência do Estado.
Combater o crime económico e a corrupção fazem parte da estratégia governativa. Aliás, este assunto o Presidente da República eleito, João Manuel Gonçalves Lourenço, fez sempre menção nos seus discursos e entrevistas a órgãos nacionais e estrangeiros.
O primeiro passo na governação será a fiscalização rigorosa das finanças públicas com o exercício regular do processo de prestação de contas, através do envio trimestral à Assembleia Nacional dos relatórios de execução do Orçamento Geral do Estado e da apreciação por este órgão de soberania anualmente das contas gerais do Estado, pois trata-se de exercícios que se inscrevem no âmbito do aprofundamento da transparência na gestão do erário público em linha com as melhores práticas internacionais. De qualquer das maneiras, as reformas em curso vão ajudar a elevar a taxa de 1 milhão de empregos, números criados de 2011 até final de 2016, mantendo-se grandes expectativas nos próximos cinco anos, já que a taxa de desemprego situa-se em 24 por cento, sendo igualmente para os dois sexos (25 por cento para mulheres e 24 para os homens). Tendo em conta a crise económica e financeira que assola o país, há esperanças para a inversão dos indicadores económicos actuais, pois o próximo Governo saberá guindar bem o percurso e empenhar-se para contrabalançar a actual taxa de inflação acumulada.