Os indicadores económicos que foram até, então, apresentados no certame mostram, claramente, que o país está a assumir-se num verdadeiro potencial no segmento extractivo regional.
Os diamantes, o ouro e outros recursos mineirais existentes no subsolo, jogam um papel preponderante na geração de riqueza, pois constituem uma das princiapis fontes de rendimento do país, a julgar pelo seu valor económico.
Angola dá-se por feliz em relação a isso, uma vez que o seu subsolo, além de ser fértil para o desenvolvimento agrário, dispõe também de importantes reservas de recursos minerais.
No entanto, indicadores mais optimistas, e que mais se aproximam às perspectivas inscritas no PND 2013-2017, asseguram que as metas deverão ser alcançadas dentro dos próximos cinco anos, com a entrada em produção de novos projectos que se encontram ainda em fase de prospecção.
As metas inscritas no PND 2013-2017 prevêem uma produção industrial de diamantes na ordem dos 10,8 milhões de quilates, uma operação que beneficiaria o Estado com receitas na ordem dos 1.331 milhões de dólares, segundo as estimativas oficiais.
Angola exportou, em Agosto, 737,6 quilates de diamantes e, no mês a seguir, em Setembro, 882,1 quilates, segundo dados recentemente divulgados pelo Ministério das Finanças que reforça que o preço por quilate atingiu, em Setembro de 2016, um dos valores mais altos do ano, 129 dólares, contra os cerca de 123 dólares de Agosto último.
Segundo os mesmos dados, as vendas de diamantes dispararam, em Setembro, tendo atingido os 144,2 milhões de dólares, contra os 90 milhões de dólares em Agosto.
Entre impostos e pagamentos de ‘royalties’ ao Estado, a actividade diamantífera representou um encaixe de 2.013 milhões de kwanzas de receitas fiscais em Agosto, valor que caiu para a metade em Setembro, para 1.018 milhões de kwanzas.
Angola atingiu, em 2015, um novo recorde de produção de diamantes, com 8,837 milhões de quilates, o que rendeu ao país 1,1 mil milhões de dólares, mas reflectindo uma quebra de receitas de quase 210 milhões de dólares devido à quebra generalizada na cotação internacional.
Hoje com a conclusão dos levantamentos geológicos em curso em toda extensão do território nacional, doravante o país terá uma noção real do seu potencial geológico e traçar um plano de exploração capaz de criar riqueza e reservar para as futuras gerações.
Dados do Ministério da Geologia e Minas indicam, por exemplo, que a estratégia do sector a curto prazo é contribuir de forma significativa para a saída da actual crise económica, diversificando as fontes de receitas fiscais e aumentar os recursos cambiais.