Qualquer economia que seja, a sua avaliação, é aferida pela tendência de preços das principais commodities, pois são caracterizados pelo valor que deverá cobrir o custo directo da mercadoria, quer seja produto, serviço ou despesas variáveis, como impostos, comissões, enquanto as despesas fixas proporcionais, como aluguer, água, luz, telefone, salários e pró-labore.
Em economia, contabilidade, finanças e negócios, preço é o valor monetário expresso numericamente associado a uma mercadoria, serviço ou património. O conceito de preço é central para a micro-economia, onde é uma das variáveis mais importantes na teoria de alocação de recursos (também chamada de teoria dos preços).
É todo importante realçar que os mercados vivem entre a oferta e a procura. Quando há maior oferta, o poder de compra diminui, ao contrário encarece o produto. E em Angola, que depende grandemente de importação, constata-se o sobe e desce. É normal verificar-se este comportamento numa economia em franco desenvolvimento. Contudo, há já maior satisfação pelo facto de os preços estarem a ganhar outro rumo.
O IPREC- Instituto de Preços e Concorrência do Ministério das Finanças deu a conhecer que, de Janeiro a Março de 2017, houve uma alta aqui e acolá, mas os preços estão estabilizados, encontrando-se outra vez a nível de 2015, apesar de terem subido bastante em 2016, e depois regularizada.
As subidas do trimestre anterior (2016) podem ter sido consequência de um efeito normal de aquecimento do mercado em épocas festivas, como ficou atestado no relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE), reflectindo directamente as categorias de alimentos e bebidas não alcoólicas e bens e serviços ligados à educação, vestuário, ensino e serviços. Esta informação oficial satisfaz os consumidores angolanos que muito perderam o seu poder de compra, devido à baixa do preço do petróleo no mercado internacional. Quer dizer que as políticas macroeconómicas traçadas pelo Executivo estão a resultar de forma positiva. Em Dezembro de 2016, o Presidente da República e do MPLA, José Eduardo dos Santos, afirmara que se constatava melhor coordenação da política macro-económica no país, com reflexos positivos na execução da política monetária, fiscal e de rendimentos e preços e na economia real.
Disse que, no mercado, os preços dos produtos da cesta básica haviam baixado em mais de 50 por cento. Esta tendência de melhoria mercê também em grande medida no facto de ter exarado em 2016 um decreto para o controlo dos preços da cesta básica, como açúcar, sal, batata, farinha, carne e fuba.
O preço vigiado de mais de 30 produtos e serviços básicos, medida que entrou em vigor em Fevereiro do ano transacto, por causa da crise, passou a ser definido em função da estrutura de custo. O decreto alterava a legislação que regulamenta o Sistema Nacional de Preços para assegurar uma melhor compreensão e implementação do regime de preços vigiados definidos. O Governo colocou sob o regime de preços vigiados de determinados bens essenciais para travar a especulação que se assiste, às vezes, no mercado nacional.