As operadoras de transportes, tanto aéreos como terrestres, tiveram um movimento fora do comum, aproveitando o período “sabático”, onde grande parte das empresas públicas e privadas, deram aos seus trabalhadores férias colectivas para que, no arranque do ano, a disposição estivesse em alta.
Muitas aproveitaram o período para visitar locais fora da rotina quotidiana, uns foram para as suas terras de origem. É nestas épocas em que o sector do Turismo deveria fazer-se valer da ocasião.
E pensar na e para a chamada “indústria da paz” faz todo sentido, a julgar pelas facilidades e espaço de intervenção existente na nossa economia. Para muitos e tendo em conta o potencial a explorar e que possam resultar em volumosas receitas, o turismo deve alavancar-se e assumir definitivamente o seu espaço. Como tirar proveito das imensas potencialidades pausagísticas e lúdicas que as 18 províncias possuem? Como devemos incentivar o turismo de lazer, rural, cultural, negócio e interno. Que políticas o sector deve adoptar para “resgatar” as maravilhas regionais?
Já é sobejamente conhecido que o turismo em Angola apresenta ainda um défice de oferta a vários níveis, apesar de dispor de um conjunto de recursos e de um contexto favorável ao seu desenvolvimento.
O futuro deste importante mercado pode ser promissor se as políticas traçadas neste domínio começarem a ser implementadas. O sector tem de ser um grande suporte ao Produto Interno Bruto.
Angola deve “beber” do conhecimento de “países-amigos” neste domínio. A optimização do sector do Turismo deve focar-se no desenvolvimento faseado e coordenado, apoiado nos mais diversos segmentos. O país precisa de juntar sinergias, como o apoio e participação activa dos operadores (empresários). Os Pólos de Desenvolvimento Turísticos precisam de ser rentabilizados. Somos de opinião de que o país deve focar os seus esforços no mercado doméstico, priorizando os mercados com elevado potencial em função dos acessos e outras facilidades.
Os sectores envolventes têm também de começar a assumir o seu papel. A agricultura, transportes, estradas, energia e água, saneamento básico, saúde bem como a segurança são chamados a seguir a pedalada que se deve pretender dar ao sector do Turismo.
Além de se captar investimento estrangeiro, é necessário que se criem mecanismos de incentivos para que o empresariado nacional encontre formas para poder minimizar os ainda elevados gastos que os operadores dizem enfrentar.
Temos de ultrapassar as dificuldades básicas, principalmente, no domínio alimentar. Não se justifica os elevados preços praticados no sector de restauração, numa altura em que existem zonas do país onde os produtos agrícolas estão a deteriorar-se por falta de escoamento ou por falta de compradores.
O sector do Comércio, neste caso particular, deve desempenhar um papel importante, criando mecanismo de escoamento dos produtos do campo para os grandes centros de consumo, com realce para os hotéis, restaurantes e outros agentes turísticos.