Nos últimos meses, Angola tem estado a intensificar a diplomacia económica, com o objectivo de meter “nos carris” o tecido produtivo nacional.Com este desafio, o país quer a curto prazo, edificar uma economia menos dependente do “ouro negro”, principal commodity de Angola e fonte de receitas, que à mercê da volatilidade dos preços no mercado internacional tem estado a provocar inúmeros prejuízos.
O Executivo ao eleger a diplomacia económica como um dos esteios para que Angola volte a ser uma Nação com poderio na região Austral, é sinal de que tudo está a ser feito para que possamos desempenhar este papel estratégico.
As visitas do Titular do Poder Executivo aos EUA, Alemanha, União Europeia, China, África do Sul (durante a 10ª cimeira dos BRICS) e mais recentemente Portugal, são sinais evidentes de que a divulgação das nossas potencialidades deve continuar a constituir um dos principais focos.
No início desta semana, Angola foi brindada com a visita da primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, que durante a abertura do Fórum de Negócios dos dois países, realizado numa das unidades hoteleiras da capital, defendeu uma parceria que promova o efectivo desenvolvimento dos dois Estados.
A chefe do Governo daquele país nórdico é a favor de uma parceria que contribua para o desenvolvimento económico e evite a vulnerabilidade aos preços do petróleo, numa altura em que apontou o nosso país como o principal parceiro da Noruega em África.
Estes sinais mostram claramente que as bases lançadas, num passado recente, já começam a encontrar terreno propício para que o crescimento económico seja retomado, olhando e investindo em áreas como por exemplo, Agricultura, Pescas, Indústria transformadora e Ensino, para só citarmos estes importantes sectores.
Além da estabilidade macroeconómica que é um factor importante para a melhoria do ambiente de negócios, a aprovação da nova Lei do Investimento Privado, bem como e, pela primeira vez, a aprovação da Lei da Concorrência, que prevê a criação de uma Autoridade da Concorrência têm estado a criar uma dinâmica sólida para que a economia nacional encontre um novo “fôlego” e caminho para a sua estabilização.
Na última semana, a Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) anunciou que desde Maio de 2018, período em que entrou em vigor a nova Lei de Investimento Privado, pelo menos 57 propostas de investimento, no valor de 502 milhões de dólares, deram entrada.
Segundo dados da instituição, dos investimentos aprovados, 30 por cento são do sector privado estrangeiro e 70 dos investidores nacionais. Não restam dúvidas de que estes projectos poderão aumentar a produção e fomentar as exportações.
Neste novo paradigma, cada angolano deve ser um “embaixador” para “vender” o nosso peixe lá fora, por formas a que as nossas potencialidades encontrem interesse de eventuais investidores, principalmente estrangeiros, que seguramente com a facilitação de vistos possam cada vez mais estar mobilizados.